NOTÍCIA

O FAM 2010 abre com filme na tela


Autoridades na mesa que abriu o FAM na noite de sexta-feira

A largada da maratona de filmes e dos debates em torno da produção audiovisual sul-americana foi dada, na sexta-feira à noite, com a abertura oficial da 14ª edição do Florianópolis Audiovisual Mercosul, que acontece até o próximo dia 18 de junho no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina.
Após a solenidade de abertura - que contou com participação do secretário executivo para políticas culturais do Ministério da Cultura, Afredo Manevy; do diretor-geral da Secretaria de Turismo Cultura e Esporte de Santa Catarina (representando o governador Loenel Pavan), Guilberto Chaplin Savedra; do secretário da Educação de Florianópolis e superintendente da Fundação Franklin Cascaes, Rodolfo Pinto da Luz; do reitor da UFSC, Álvaro Prata; do diretor executivo do Fórum dos Festivais, Antonio Leal; e do coordenador geral do FAM, Celso dos Santos – foi exibido o longa-metragem de estréia do ator Marco Ricca, Cabeça a Prêmio, baseado no romance homônimo do escritor Marçal Aquino.
Antes da solenidade, o público que lotou o Auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos da UFSC pôde apreciar as apresentações do grupo musical Quarteto de Clarinetes Nó na Madeira e do grupo folclórico de Boi-de-Mamão da Escola da Praia dos Ingleses.
Primeiro a falar na solenidade de abertura, Celso dos Santos agradeceu o apoio de todos os que ajudaram na realização do FAM 2010 e disse que sentia feliz em cumprir a missão do festival, que é a de colocar os filmes na tela. Alfredo Manevy destacou a importância estratégica do FAM entre os festivais brasileiros por seu papel no debate do futuro do audiovisual.
"Não haverá um cinema brasileiro se não houver cinema nos países vizinhos. E o que torna o FAM único é que, com os encontro e debates que ele promove, cria-se um campo novo. Coproduzir não é apenas troca de recursos, mas sim a troca de inteligências, tecnologias e talentos", disse Manevy, que também é professor da UFSC.
Rodolfo da Luz e Guilberto Savedra também destacaram a importância do festival para Florianópolis e Santa Catarina e falaram das políticas de suas secretarias para o fortalecimento da cultura no município e no Estado. O reitor Álvaro Prata salientou a parceria da UFSC com o FAM e como o festival movimenta tanto a comunidade acadêmica quanto a população de Florianópolis.
Antonio Leal lembrou que o FAM é um dos fundadores do Fórum dos Festivais e que, há 14 anos, vem cumprindo o seu papel de aproximar a sociedade dos filmes produzidos no país com o árduo trabalho de se reinventar a cada ano. "Dos mais de 200 festivais que se realizam no Brasil, só 25 completaram os 14 anos que o FAM tem agora. A apenas 94 cidades brasileiras promovem algum festival. Florianópolis pode se orgulhar de ter o seu", afirmou.
Marco Ricca lembrou que a exibição do seu filme é a última em festival antes dele entrar em circuito comercial, no mês de agosto, e disse que chegou a brigar com a distribuidora para poder estar presente em Florianópolis. Produtor de Cabeça a Prêmio, Paulo Schmidt, manezinho da Ilha e torcedor do Avaí, falou das dificuldades de se fazer cinema no Brasil com um mercado distribuidor voltado às produções norte-americanas, e também destacou a importância do FAM na promoção e na divulgação da produção audiovisual brasileira.
Neste sábado, o FAM 2010 prossegue com a abertura das mostras competitivas de Vídeo, às 17h, e de Curtas, às 19h (ver programação). No início da tarde, às 13h30min, será exibido o filme O Ébrio, clássico do cinema brasileiro com Vicente Celestino, na Mostra Comemorativa Cinédia 80 anos. No Extra-FAM, que acontece no Auditório da Reitoria, serão exibidos os filmes Fútbol Violencia S.A., da Argentina, às 14h, e o paulista Tobias 700 (Prestes Maia) – A história de uma ocupação, às 16h. À noite, antes da exibição do longa-metragem Muamba, do catarinense Chico Faganello, será realizada uma homenagem aos 80 anos da Cinédia.