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05.06.2011

A história mínima de La Vida de los Peces

O chileno La Vida de los Peces (A Vida dos Peixes), de Matías Bize, chega a Mostra de Longas Mercosul do FAM 2011 – 15º Florianópolis Audiovisual Mercosul com um expressivo currículo de premiações e passagens em festivais. Ganhou o Goya, do cinema espanhol, como melhor filme hispanoamericano, e agora em maio o Prêmio Altazor de las Artes Nacionales, do Chile, em melhor direção, melhor roteiro e melhor ator e atriz. Também foi indicado para concorrer ao Oscar 2011 como participante do Chile e selecionado para o Festival de Veneza, onde fez sua estreia.

Bize, identificado pela cultíssima revista francesa Cahiers du Cinéma como o mais promissor cineasta chileno, recorre às histórias mínimas e a simplicidade de linguagem e recursos num roteiro sobre as relações amorosas. Trata do reencontro de um casal depois de anos sem se ver. Andrés (Santiago Cabrera), um jornalista chileno que deixou seu país para trabalhar no exterior, volta para casa para a festa de aniversário de um amigo e se depara com uma antiga namorada, Beatriz (Blanca Lewin). Nesse embate com o passado, ele reavalia sua vida.

O título de La Vida de los Peces é uma metáfora da situação de seus protagonistas. Em uma cena, eles observam um aquário ornamental na casa onde se passa a história. Tanto na casa, como no aquário, as possibilidades de ação são limitadas. Bize é o diretor do premiado En la Cama, também indicado ao Goya.

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