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01.07.2011
Com a deixa de O Céu Sobre os Ombros, o "não ator" virou discussão no FAM
O Fórum Audiovisual Mercosul terminou nesta sexta, dia 1º de julho, com o painel Nóis no nó: O não ator e os limites do real no cinema, discussão atual sobre os limites do ator e não ator e o hibridismo das produções. Na mesa estavam os três personagens que interpretam a si mesmo no filme em exibição nesta sexta, dia 1º de julho, O Céu Sobre os Ombros, de Sérgio Borges – Murari Krishna, Everlyn Barbien e Lwei Bakongo. O debate foi mediado pelo diretor Zeca Pires.
Da academia, a professora de interpretação da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), Brígida Miranda, a atriz e também professora de teatro Carmem Fossari marcaram posição frente ao advento que se convencionou chamar de não ator. “O que é o não ator, é uma oposição ao ator, uma etapa prévia para ser ator, é quem não frequenta a academia ou não tem a formação profissional. A quem serve esse termo”, questionou Brígida.
Carmem também pontuou o debate, lembrando de Glauber Rocha, que também ensaiou com os não atores, mas enfatizando que o cineasta frequentou o curso de artes dramáticas. “O ator tem que ter a transitoriedade do ser e ser o outro”, frisou.
Borges, na plateia, rebateu falando que na vida já é muito latente essa divisão entre a ficção e o real e que a experiência de ficar entre as fronteiras é um tema do cinema da atualidade. Também lembrou que não é pioneiro, citando outros cineastas que incursionam no hibridismo, inclusive dos irmãos Lumière. “Acho que ao tentar ficar entre a ficção e a realidade entro melhor na questão humana”, disse. Murari também ressaltou que o filme conseguiu não fazer esse limite.
O Céu Sobre os Ombros passa às 21h no FAM e chega premiado para sua estreia na Capital, com cinco Candangos no Festival de Brasília.


