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Nelson Pereira dos Santos no set de filmagem

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13.06.2012

Entrevista coletiva com Nelson Pereira dos Santos

O premiado diretor de cinema Nelson Pereira dos Santos, 83 anos, grande homenageado do 16º. Florianópolis Audiovisual Mercosul, chega a Florianópolis nesta quinta-feira, dia 14, e às 15h conversará com a imprensa catarinense na sede da Academia Catarinense de Letras, no Centro de Florianópolis.

O FAM 2012 começa sexta-feira, dia 15, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC com o lançamento nacional do último filme de Nelson Pereira dos Santos, A Luz do Tom, baseado no livro “Antônio Carlos Jobim: um homem iluminado”, e que teve em Florianópolis parte de suas filmagens.

NELSON PEREIRA DOS SANTOS
Diretor, produtor, roteirista, diretor de fotografia, montador e ator, um dos mais reconhecidos cineastas brasileiros, Nelson Pereira dos Santos foi um dos teóricos e criadores do Cinema Novo.
Nasceu em 26 de outubro de 1928, em São Paulo, e se formou em Direito pela USP. Entrou para a indústria cinematográfica após ter aprendido sozinho o básico de uma produção em 16 mm. Em 1950, realizou seu primeiro curta-metragem, Juventude. Rio 40 graus (1955), seu longa-metragem de estreia, uma narrativa não linear, tornou-se um marco do cinema brasileiro e trouxe características que marcariam a primeira fase do Cinema Novo: a preocupação de mostrar a favela, o povo, em contraposição com a burguesia abastada. Outro marco veio com Vidas secas (1964), adaptação da obra de Graciliano Ramos, prêmio da crítica no Festival de Cannes. Seguiu uma linha mais experimental e metafórica, fez ainda Fome de amor (1968), Azyllo muito louco (1969) e Quem é Beta? (1972). Em 1984, lançou Memórias do cárcere, prêmio da crítica no Festival de Cannes.

Em 1995, a convite do British Film Institute, dirigiu Cinema de lágrimas, que fez parte de uma série para comemorar os cem anos da invenção do cinema, ao lado de cineastas como Martin Scorsese e Jean-Luc Godard. Dirigiu a série de documentários Casa Grande e Senzala (2001), sobre Gilberto Freyre e sua maior obra, lançada na TV por assinatura.

Nelson foi professor fundador do curso de cinema da Universidade de Brasília, o primeiro do Brasil, e deu aulas na Ucla (Universidade da Califórnia em Los Angeles) e na Universidade de Columbia, em Nova York. É também membro do Conselho Superior da Escola de Cinema de Havana. Em 2006, foi o primeiro cineasta eleito para integrar o grupo de imortais da Academia Brasileira de Letras.

Aos 83 anos, segue produzindo. Apresentou em Cannes este ano A música segundo Tom Jobim, dirigido em parceria com Dora Jobim, neta do músico. O FAM 2012 terá a grande honra de exibir, em primeira mão, na abertura do festival, dia 15 de junho, seu mais recente trabalho, A luz do Tom, codirigido por Marco Altberg, baseado no livro “Antônio Carlos Jobim: um homem iluminado”, escrito por Helena Jobim, irmã do maestro.

Filmografia selecionada:
Diretor

• A luz do Tom (2012)
• A música segundo Tom Jobim (2011). Codirigido com Dora Jobim.
• Brasília 18% (2006)
• Raízes do Brasil, cinebiografia de Sérgio Buarque de Hollanda (2004)
• Casa Grande e Senzala. Série de documentários para TV.
• Meu compadre Zé Kéti (2001). Curta-metragem. Prêmio de melhor curta no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.
• Cinema de lágrimas (1995)
• A terceira margem do rio (1993)
• Memórias do cárcere (1984). Prêmio da FIPRESCI, no Festival de Cannes de 1984.
• Tenda dos milagres (1977). Prêmio de melhor filme e melhor diretor no Festival de Brasília.
• O amuleto de Ogum (1974). Prêmio de melhor filme no Festival de Gramado.
• Quem é Beta? (1972)
• Como era gostoso o meu francês (1970)
• Azyllo muito louco (1969)
• Jubiabá (1986)
• Fome de amor (1968)
• El justicero (1967)
• Fala Brasília (1966). Curta-metragem.
• O Rio de Machado de Assis (1965). Curta-metragem.
• Vidas Secas (1964). Prêmio da FIPRESCI, no Festival de Cannes de 1964.
• Mandacaru vermelho (1961)
• Rio Zona Norte (1957)
• Rio 40 graus (1955)
 

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