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10.06.2011
Nove filmes na Mostra de Longas Mercosul
O auditório Garapuvu do Centro de Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina será o palco da exibição dos oito filmes selecionados na Mostra de Longas Mercosul, a principal mostra não competitiva, de 24 de junho a 1º de julho, a partir das 21h.
Quatro novíssimas produções brasileiras estarão no festival. Toni Venturi volta a abrir o FAM (fez isso em 2005, com o premiado Cabra-Cega), na noite de 24 de junho, com Estamos Juntos, que arrebentou no último CINE-PE – Festival do Audiovisual, no Recife, levando sete Calungas, as estatuetas de melhor filme, direção, roteiro, atriz, montagem, fotografia e crítica. Riscado, o longa-metragem de estreia de Gustavo Pizzi (autor do celebrado documentário Pretérito Perfeito), foi filmado em 12 dias e abriu, agora, no dia 1º de junho, o Hollywood Brazilian Film Festival, na Califórnia, nos Estados Unidos. E quem fecha o festival, dia 1º de julho, é O Céu sobre os Ombros, de Sérgio Borges, ganhador de cinco Candangos no Festival de Brasília em 2010, incluindo melhor filme e direção. Também no dia 1º, antes da solenidade de premiação, será exibido o documentário em longa-metragem Soldados a Caminho do Puteiro – Memórias de uma Guerra Quase Imaginária, sobre a Guerrilha do Araguaia, do cineasta e escritor Hermes Leal.
Da Argentina vêm representantes de duas gerações de cineastas: Rehen de Ilusiones, do consagrado Eliseo Subiela (66 anos, diretor de El lado oscuro del corazón, No te mueras sin decirme a dónde vas e Hombre mirando al Sudeste); Pompeya, surpreendente estreia solo da atriz e cineasta Tamae Garateguy (38 anos, fez com Santiago Giralt e Camila Toker o fime Upa! una película argentina); e La vieja de atrás, escrito e dirigido por Pablo José Meza (37 anos, autor do também premiado Buenos Aires 100 Kilómetros), filme coproduzido pela brasileira Panda Filmes que recebeu, no ano passado, os prêmios de melhor roteiro e melhor ator (Martín Piroyansky) em Gramado, e o de melhor atriz (Ana Aizenberg) no festival de Huelva, na Espanha.
Toda a grandeza e tradição do futebol charrua parece ter renascido com a última Copa do Mundo (depois do 3º lugar da Celeste Olímpica na África do Sul, o Peñarol agora decide a Libertadores com o Santos), mas o cinema do Uruguai já vinha fazendo bonito há algum tempo – Whisky (2004), O banheiro do papa (2005), Gigante (2009) e Um mau dia para pescar (2009), este exibido ano passado no FAM. Filme cujo roteiro começou a ser concebido em Florianópolis, na Praia da Joaquina, Reus, de Eduardo Piñero e Alejandro Pi, retorna à cidade como um exemplo dessa revitalizada cinematografia uruguaia.
Vencedor do prêmio Goya – a máxima distinção do cinema espanhol - de melhor filme hispano-americano, La Vida de los Peces, do chileno Matías Bize, ganhou mês passado o Prêmio Altazor do Chile nas categorias melhor direção, melhor roteiro e melhor ator e atriz. O longa-metragem também foi indicado para concorrer ao Oscar 2011 como participante do Chile e selecionado para o Festival de Veneza, onde fez sua estreia.
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