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21.06.2012
"Cinema é uma arte revolucionária", afirma Cláudio Assis
Leia abaixo entrevista com Cláudio Assis, diretor de Febre do Rato, longa exibido na noite de quarta-feira dentro da programação do FAM 2012.
FAM - Como foi seu primeiro contato com a produção de cinema?
Cláudio Assis - Colecionava fotogramas, criei um cineclube com 15 anos, tinha pretensão e ambição e fui pra Recife para fazer economia. Da economia fui pra comunicação e daí foi um passo para despertar a paixão. Construir cinema e construir seu mundo e brincar de ser deus.
FAM - Muitos o consideram o representante da 2a geração do Cinema Novo no Brasil, você se vê dessa maneira?
Assis - Sou igual a outros cineastas brasileiros que estão produzindo agora. Fazer cinema é ter uma responsabilidade sociológica, o cinema é uma arte revolucionária, cinema é propor. Somos todos representantes. Vi hoje 700 crianças assistindo a um filme. Isso é formação de plateia, é isso que o Brasil precisa.
FAM - Quais são suas referências cinematográficas?
Assis – Felini, Buñuel. Sempre odiei TV, ela encadeia o olhar. O cinema é diferente, é responsabilidade com dinheiro público. Estamos construindo nossa própria história. E Nelson Pereira dos Santos é uma referencia por sua sensibilidade cinematográfica, é claro. Hollywood é o caralho de ruim.
FAM - Qual filme foi mais prazeroso de dirigir, Baixio das Bestas, Amarelo Manga ou Febre do Rato?
Assis - Nenhum deles, o mais difícil virá.
FAM – Por que o seu novo filme, Febre do Rato, vale a pena ser visto?
Assis - Para mostrar para o público que ele pode errar, e não pode ter medo disso. Fazer esse filme deu trabalho. Quero transmitir à juventude que ela tem direito de errar, pode fazer do cinema o que quiser, ter liberdade de criação. Não esquecendo, é claro, que respeitar o ser humano é vital para nossa existência.


