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Warlise Weller é a produtora do Sul do projeto Revelando os Brasis/Sabrina Zaquiere

Entrevistas

28.06.2011

Democratização do audiovisual no interior do Brasil

Warlise Weller é produtora do Sul do projeto Revelando os Brasis, que teve uma mostra na última segunda-feira durante o FAM, exibido em uma sessão ao ar livre, na praça da Cidadania da UFSC. O projeto, uma grande e abrangente iniciativa para democratizar o audiovisual brasileiro, mobiliza os moradores de pequenas cidades do interior brasileiro, que muitas vezes nem tem salas de cinema, a fazer cinema. Nesta entrevista, Warlise fala sobre o projeto realizado desde 2004, coordenado pelo Instituto Marlin Azul, com patrocínio da Petrobras e parceria estratégica da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.


Pergunta – Desde quando existe o Revelando os Brasis e como funciona?
Warlise Weller –
O projeto existe desde 2004 e este é o quarto ano. Antes tentamos fazer todos os anos, mas ficava muito trabalhoso porque são 40 trabalhos. Então agora no primeiro ano selecionamos a histórias, damos as ferramentas para eles contarem suas próprias histórias, fazendo uma oficina de duas semanas no Rio de Janeiro para aprender roteiro, direção, câmera, fotografia, edição, direitos autorais e mobilização da equipe, depois preparamos o vídeo. No segundo ano fazermos a exibição.


Pergunta - O que é interessante do Revelando... é que ele pensa na base, de construir a cultura a partir das comunidades...
Warlise –
É a democratização do audiovisual. Na maioria das cidades não tem nem cinema, então imagina eles poderem fazer cinema. Às vezes a gente passa em uma cidade pequena e pensa, aqui não deve ter nada, mas tem sim e muitas histórias. O Brasil tem lugares lindos e o projeto mostra isso. Quando a gente exibe é que vê o resultado, as pessoas choram, aplaudem, riem. E muita gente que teve seu trabalho selecionado continuou no trabalho, como uma das diretoras do Paraná que montou uma produtora, apesar de não ser esta a intenção do projeto, isso acontece.


Pergunta – Quais são as regras para entrar no projeto? Quais são os temas dos vídeos produzidos?
Warlise –
O edital é só para cidades de até 20 mil habitantes e pode ser documentários e ficções. Este ano foram selecionados 22 documentários e 18 ficções. A maioria das histórias são autobiografias, há muitas sobre imigração, a origem e descendência das famílias, ou seja, é uma diversidade do Brasil mesmo.
 

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