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29.06.2011
Diversão com os palhaços Matutino e Babalú
Nesta tarde, o FAM recebeu os jovens do ensino fundamental de escolas particulares e públicas da grande Florianópolis, que se divertiram com os palhaços Matutino e Babalú. Os clowns perguntaram para um adolescente o que era cinema e a resposta veio na lata: “Cinema é a sétima arte!”
Quando a tela escureceu, a galerinha vibrou e foram exibidos três curtas de ficção: Ela veio me ver (de Essi Rafael, do Mato Grosso do Sul), Naiá e a Lua (Leandro Tadashi, de São Paulo) e Procura-se (Iberê Carvalho, do Distrito Federal). E a animação convidada Tempestade, do paulista César Cabral.
Tempestade é inspirado nos quadros do inglês Turner, que pintava mares revoltos e tempestades; e na canção Eleanor Rigby. Assim como na música dos Beatles, o navegador é um homem solitário, que busca lembranças em meio ao mar revolto.
Naiá e a Lua conta o mito indígena do surgimento da Vitória-régia, quando uma menina, seduzida pelo reflexo da lua nas águas ribeirinhas, ao tentar alcançá-la, se transforma numa linda flor. Ao final as crianças interagiram, batendo palmas no mesmo compasso da música indígena. Já Ela veio me ver trata do primeiro romance, os medos e vacilações dos meninos e meninas que se apaixonam e ficam se perguntando se serão correspondidos.
E o curta Procura-se narra a aventura de uma menina rica que, em busca de seu cachorro, conhece uma favela de Brasília. No curta há referências cômicas a clássicos do cinema, como 2001, uma Odisseia no Espaço e ET, o Extraterrestre. E a cena do passeio de carroça por Brasília foi recebida com alegria pelas crianças. Outro bom momento do filme foi a inclusão do tema da reciclagem.
As meninas Michele e Tatiana da Escola Henrique Veras, que ajudaram o palhaço Matutino a esconder sua pulga saltitante debaixo do chapéu, falaram que seus filmes preferidos foram Ela veio me ver e Procura-se, os mais aplaudidos da sessão.


