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O casal Karine Teles e Gustavo Pizzi chegou com os filhos no FAM/Daniel Guilhamet

Entrevistas

30.06.2011

Expectativa para Riscado nesta quarta à noite, entrevista com a atriz Karine Teles

A atriz Karine Teles e o diretor Gustavo Pizzi, ambos cariocas, já estão no FAM, para a exibição de Riscado, na Mostra de Longas Mercosul desta quarta. Porém é provável que ela, a atriz principal do filme dirigido pelo marido, não possa comparecer à sessão. Os filhos gêmeos, de cinco meses, que acompanham o casal, tiveram febre e precisaram ir ao pediatra. Ela deve ficar com as crianças e só Pizzi deve apresentar nesta noite, no festival, o seu primeiro longa, que tem previsão de estreia no circuito comercial no dia 5 de agosto.

Karine, 32, premiada no Festival do Rio de 2010, deu uma entrevista para o site do FAM e falou sobre seu primeiro trabalho de roteirista e atriz em Riscado.

Pergunta – Riscado é seu primeiro filme?
Karine Teles –
Já tinha feito alguns trabalhos, mas é meu primeiro maior. Fiz muito teatro no Rio, sou formada em interpretação na Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro).

Pergunta – O roteiro é seu em colaboração com Pizzi. Como foi essa experiência e por que o tema?
Karine –
Eu tinha vontade de falar sobre isso, da angústia em relação à profissão. Falei para o Gustavo e ele gostou e me ajudou a transformar a ideia em roteiro. É um pouco a minha história, a dele e de outras histórias de pessoas que eu conheci. Levamos um ano e meio entre a ideia e o filme pronto. A gente tinha uma urgência de falar disso e precisava ser naquele momento.

Pergunta – Você ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival do Rio e no filme você soa muito natural, dentro do seu papel? Como conseguiu isso?
Karine –
Ensaiamos quase um mês, todas as cenas são muito ensaiadas. Esse trabalho grande foi para acharmos a naturalidade, não tem nada de improviso, foi tudo acertado antes.


Pergunta – É um filme de baixo orçamento e que está tendo uma ótima recepção. Como ele cria essa identificação?...
Karine –
A gente precisava de um pouco de dinheiro e o resto foi com parcerias. Se colocar tudo na ponta do lápis deve ficar entre R$ 600 mil e R$ 800 mil, contando esses serviços de coprodução. Foi um filme barato porque podia ser feito assim, não defendemos só o cinema barato. Mas o Gustavo fez o filme que queria, não abriu nenhuma concessão, conseguiu a equipe, os atores, as locações que queria. Em alguns momentos somente tivemos que ter algumas soluções criativas pela falta de dinheiro. O filme já rodou o mundo todo, fomos o primeiro filme brasileiro no SXSW, festival de cinema independente nos EUA, passamos pelo Rio, Tiradentes, Cartagena, Guadalajara, o Hollywood Brazilian Film Festival.
E vamos a Nova York, Holanda, Alemanha e estamos esperando resposta de Cuba. Desde o início não tínhamos grande patrocínio – agora temos uma distribuidora – e fizemos um trabalho nos festivais para agregar antes de chegar ao circuito comercial, que começa pelo Rio de Janeiro e São Paulo, com previsão de 5 de agosto.

 

 

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