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29.06.2011
Do documentário ao terror na Mostra Catarinense
Quatro propostas distintas de cinema foram apresentadas na tarde de quarta-feira na Mostra Catarinense do 15º Florianópolis Audiovisual Mercosul. Três delas eram trabalhos de conclusão de alunos do curso de Cinema da Unisul e, pelo que foi apresentado, os ensimanetos foram muito bem aproveitados.
De volta para casa, documentário de Richard Valentini, mostra a paixão pelos pombos correios dos integrantes da Federação Catarinense de Columbofilia. Depois de entrevistar cada um dos criadores, Valentini, ex-aluno da Unisul, acompanhou, no ano passado, o motorista da entidade até a Barra do Chuí, no Extremo Sul do país, para uma prova do campeonato catarinense de pombos correios. As 450 aves foram soltas a 850 quilômetros de Florianópolis, e aproximadamente 340 delas retornaram aos seus lares depois de 14 horas de viagem.
Baseado no livro Cidades Invisíveis, do escritor italiano (nascido em Cuba) Italo Calvino, A cidade super 8, de José Manuel Sapino, também da Unisul, é uma homenagem poética a Montevidéu, transformada em cidade imaginária pela lente da câmera super 8 localizada numa zona fora do tempo.
Mais ou Menos, também do aluno da Unisul Alexander Antunes Siqueira, aborda dois temas que estão em discussão atualmente, a homofobia e o bullying nas escolas. Ambientado numa escola do Ribeirão da Ilha, no sul de Florianópolis, conta a história de um rapaz que é alvo de chacotas e agressões por parte de um grupo de valentões do colégio. Com uma narrativa segura por um bom roteiro, a história é muito bem conduzida pelo jovem diretor e traz um final instigante.
Último filme da Mostra Catarinense desta quarta-feira, Agnus, do diretor Paulo Trejes (que apresentou no ano passado, no FAM, o premiado curta Inverno), é uma história de terror em preto e branco ambientada num hotel da cidade de São Bento do Sul, no planalto norte de Santa Catarina. Uma jovem (Paula Dias) herda o hotel de um pai e resolve passar uns dias no local, mas se vê enredada num caso de magia negra engendrado pela única empregada do estabelecimento (Eliane Carpes).


